eu te desejo flores lírios brancos margaridas girassóis rosas vermelhas e tudo quanto pétala asas estrelas borboletas alecrim bem-me-quer e alfazema eu te desejo emblema deste poema desvairado com teu cheiro teu perfume teu sabor, teu suor tua doçura e na mais santa loucura declarar-te amor até os ossos eu te desejo e posso palavrarte até a morte enquanto a vida nos procura (artur gomes)
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segunda-feira, 26 de maio de 2014
Mano Melo e Artur Gomes - Alma Brasileira
Alma Brasileira
Performance Poética
Recital Mano a Mano
Dia 4/6 - 19h Espaço Plural - Sesc Campos - grátis
Encontro dos poetas Mano Melo e Artur Gomes apresentando no repertório além de poesias próprias, um passeio pela Alma Brasileira, com poesias de Salgado Maranhão, Paulo Leminski e Torquato Neto
participação especial: alunos do Curso: Nos Tempos da Foto Novela - realizado no SESC Campos - todas as quintas feiras das 15 às 18h
https://www.facebook.com/FulinaimaProducoes?ref=ts&fref=ts
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https://www.facebook.com/oficinapoesiafalada?fref=ts
terça-feira, 19 de março de 2013
Karla Julia - Lua Nova
Primeiro Vídeo da Oficina de Poesia Falada, realizada de 4 a 9 de março com Karla Julia interpretando Lua Nova, poema do seu livro Alma Nua - Direção: Artur Gomes
Lua Nova
Nas noites em que custo a dormir,
escrevo, en-lou-que-ci-da-men-te.
E com meu anjo, crio pontes
através de meus poemas.
Não nos falamos, nossa voz corre em versos,
que se espalham através de nossa corrente sanguínea.
Junto a ele, emigrantes viramos,
mal quero saber para onde vamos,
mas os deuses, que tudo nos contam, nos disseram...
nossas almas...são macho e fêmea.
Ele, que reza junto comigo,
não se converteu.
Eu, que peço por ele,
jurei por todos os séculos e séculos,
amém.
Bem sei que nunca teremos nosso réquiem.
Gosto disso... nossa poética é oculta.
Nas noites em que custo a dormir,
escrevo, en-lou-que-ci-da-men-te.
E com meu anjo, crio pontes
através de meus poemas.
Não nos falamos, nossa voz corre em versos,
que se espalham através de nossa corrente sanguínea.
Junto a ele, emigrantes viramos,
mal quero saber para onde vamos,
mas os deuses, que tudo nos contam, nos disseram...
nossas almas...são macho e fêmea.
Ele, que reza junto comigo,
não se converteu.
Eu, que peço por ele,
jurei por todos os séculos e séculos,
amém.
Bem sei que nunca teremos nosso réquiem.
Gosto disso... nossa poética é oculta.
Karla Julia
poema do livro – Alma Nua
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
trem da consciência
Trem da Consciência
Não espere que eu fale só de estrelas
Ou do vinho feliz
Que eu não tomei
Porque
Fora de mim
Não levo além da sombra
Uma camisa velha
E dentro do peito
Um balde de canções
Uma gota de amor
No útero de uma abelha
Ou do vinho feliz
Que eu não tomei
Porque
Fora de mim
Não levo além da sombra
Uma camisa velha
E dentro do peito
Um balde de canções
Uma gota de amor
No útero de uma abelha
Não repare se eu não frequento o clube
Dos que sugam o sangue das ovelhas
Ou amargam o mel
Dessa colméia
É que eu já vivo
Tão pimenta
Tão petróleo
Que se você acende os olhos
Me incendeia
Dos que sugam o sangue das ovelhas
Ou amargam o mel
Dessa colméia
É que eu já vivo
Tão pimenta
Tão petróleo
Que se você acende os olhos
Me incendeia
Hoje em dia
Pra gente amar de vera
É preciso ser quase
Um alquimista
Ou talvez o maquinista
Do trem da consciência
Pra te amar com tanta calma
E com tanta violência
Pra gente amar de vera
É preciso ser quase
Um alquimista
Ou talvez o maquinista
Do trem da consciência
Pra te amar com tanta calma
E com tanta violência
Que a tua alma fique
Toda ensanguentada
De vivência
Toda ensanguentada
De vivência
Poema de Salgado Maranhão musicado por Vital Lima e cantado por Zeca Baleiro, no vídeo Érica Ferri filmado por Artur Gomes em Bento Gonçalves.
Artur Gomes
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011
até encontrar a tua alma
quero te beber devagarinho
para ir saboreando
teu gosto com calma
beber teu corpo
até encontrar tua alma
serei sempre o homem
a invadir a tua cama
e lambuzar teu corpo
de amor e sexo
mesmo que o reflexo no espelho
te cause surpresa e susto
pelos meus sessenta e poucos anos
há muito já rasguei os panos
há muito minha pele não é casta
a fome de ti é madrasta
me atiça os cinco sentidos
me lança pelas sete luas
te beijo vestida de nua
arrancando os botões do teu vestido
pode cortar como faca
ou ferir como espinho
que seja proibido
aos olhos d quem seja
eu quero tudo que sangra
nem que seja em angra
como energia nuclear
ou passaporte pro futuro
não quero porto seguro
quero morrer no mar
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sangra,
sede
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