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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

jura secreta 27

may pasquetti a garota da poesia


o rio com seus mistérios
 molha meu cio em silêncio 
desejo o que nos separa 
a boca em quantos minutos 
as flores soltas na fala
 o pó dos ossos dos anos  

você me diz não ter pressa 
seus olhos fogo na sala 
 o beijo um lance de dados 
cuidado cuidado cuidado 
que sou um anjo de fadas 
não beije assim meus segredos 

meus olhos faróis nos riachos 
meus braços dois afluentes  
pedaços do corpo do rio 
meus seios ilhas caladas 
das chamas não conhece o pavio 

se você me traz para o cio 
assim que o sexo aflora
 esta palavra apavora 
o beijo dado mais cedo 
quebra meu ser no espelho 
meu cerne é carne de vidro 
na profissão dos enredos 
quanto mais água me sinto
presa ao lençol dos seus dedos 

o rio retrata meu centro
 na solidão de mim mesma
  segundo a segundo nas águas
lá onde o sol é vazante
 lá onde a lua é enchente 
lá onde o rio é estrada  
onde coloca seus versos
  me encontro peixe e mais nada 

arturgomes

terça-feira, 11 de outubro de 2011

O futuro nas salas de aula

A partir do ano que vem, os alunos de escolas públicas do país vão contar com mais um reforço no material escolar: um tablet


O professor entra na sala de aula, cumprimenta os alunos e projeta via datashow um conteúdo da internet. Nas carteiras, os alunos não têm livros, cadernos ou canetas: apenas um tablet, no qual acessam a informação em tempo real, fazem anotações e marcam o capítulo do livro para leitura na aula seguinte.

Cenas como essa podem parecer um privilégio de países de primeiro mundo. No entanto, elas já estão se tornando realidade em escolas e universidades brasileiras. Pouco mais de um ano depois do lançamento dos tablets, começa a crescer o número de instituições que apostam na ferramenta tecnológica como diferencial educativo. Essa realidade já é tão visível, que o Ministério da Educação (MEC) vai distribuir tablets – computadores pessoais portáteis do tipo prancheta, da espessura de um livro – a escolas públicas a partir do próximo ano. A informação, que foi divulgada no início do mês passado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, durante palestra a editores de livros escolares, na 15ª Bienal do Livro, tem como objetivo, segundo o ministro, universalizar o acesso dos alunos à tecnologia.

De acordo com Eduardo Freire, professor e coordenador dos cursos superiores de informática do Instituto Federal Fluminense (IFF), o tablet nada mais é do que um computador portátil, que, por apresentar algumas características, diferenciam dos notebooks. "Os tablets são mais leves, consomem menos energia, são mais fáceis de serem usados, principalmente para a leitura, por proporcionarem um conforto maior, e permitem a navegação na internet. Só por essas quatro características, ele, ao meu ver, já pode ser utilizado na educação como uma ferramenta para auxiliar no processo de aprendizagem", opina o educador, ressaltando que, ao contrário do que muitos pensam, a tecnologia não pode ser vista como uma salvação da educação. "É preciso que haja o uso correto desses objetos. Para isso, o professor tem de estar apto a ensinar", ressalta. "Mas acredito que essa novidade irá ser bem aceita por eles, mas não irá substituir alguns itens tradicionais, como por exemplo, os livros e cadernos", alerta.

Assim como outras ferramentas, o tablet parece ser um promissor advento no processo educacional. Agora, cabe às autoridades investir também em treinamento e capacitação para os profissionais que irão monitorar os alunos, para que o advento seja utilizado como mais um meio de aprendizagem.



Redação
maniadesaude@jornalmaniadesaude.com.br