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quarta-feira, 14 de maio de 2014

vida toda linguagem

May Pasquetti - musa da minha Cannon


musa fulinaíma: procura-se

pra ser musa fulinaíma
tem que saber muito de rima
entender o que é íma
jimmi hendrix janis joplin summertime

decifrar um baudelaire mallarmé e erza pound
ler torquato  leminski e assunção
emtemder  olho de cão
e ter os dentes afiados

pra ser musa fulinaíma
tem que saber da lady gumes
da rosa sem perfume
e ter meu nome tatuado

pra ser musa fulinaíma
não tem que amar esta cidade
que te toma a liberdade
de viver com o que pensa
tem que estar sempre suspensa
entre o chão e a gravidade

pra ser musa fulinaíma
tem que viver sempre atenta
entre o a selva e o concreto
ter o dedo sempre ereto
contra os donos do mercado

Artur Gomes



ex Palácio da Cultura agora Palácio dos "bons negócios" 



o mundo que venci

o mundo que venci deu-me uma musa
elétrika – menina dos brincos de pérola
poema para escrever à flor da pele
até que tua boca me revele
o sentido do amor inexplicável
tudo que na vida é impossível
nesse chão em que meus pés são calejados

o mundo que venci deu-me uma flor
de cactos – espinhos em meus dedos desfolhados
que deixe cicatriz ou tatuagem
todo amor quando me vem quero vivê-lo
sou fera sou poeta sou selvagem
elétrika bruta flor em meus cabelos
fulinainânica kruel sagaranagem

Artur Gomes



Artur Gomes e Ilda Cequeira




Vida Toda Linguagem
para Mário Faustino

não sei dizer 
o que quer dizer esta metáfora
elétrica lâmpada musa
anima minhas tardes de chuva
senhora das nuvens de chumbo
na lírica do desassossego 
eu tenho seis espadas e pedras
girassóis que roubei dos teus cabelos
o beijo que nunca mais foi dado
nos Retalhos Imortais do Serafim
linguagem um Lance de Dados
e Mallarmé Nada Sabia de Mim

Artur Gomes
www.artur-gomes.blogspot.com 

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

a pintura e a vida de van gogh





A PINTURA E A VIDA DE VAN GOGH

Ai, ai, as pinturas mais belas são as que sonhamos deitados na cama,
fumando um cachimbo, mas nunca pintamos.”   
                                                                                 Van Gogh

Uma vida curta e conturbada para uma longa biografia de mais de mil páginas, Van Gogh, filho de pastor, depois de fracassar em tudo que tentou fazer, decidiu ser pintor. Um pintor também “fracassado”, ou melhor incompreendido pelo seu tempo, cuja obra imensa e invejável que construiu em sua rápida existência penosa e turbulenta, vem inquietando e provocando as gerações posteriores. O livro escrito por Steven Naifeh e Gregory White Smith, é uma das biografias mais extensas e completas de um artista que se tornou um mito da arte moderna. Do nascimento do pintor à sua morte aos trinta e sete anos, os autores vasculharam a vida de um navegante solitário, remando sempre contra a correnteza.

A biografia de um artista não explica, nem justifica sua obra, mas elas se comunicam, diria o filósofo francês Merleau-Ponty. Em se tratando de Van Gogh e sua vida difícil, com episódios trágicos, é possível ver uma relação estreita entre sua obra e o modo como viveu. Mesmo com todas as dificuldades não desistiu da ilusão de ser pintor. Desde a infância com um olhar desconfiado sobre o mundo, crises de raivas, caminhadas solitárias por lugares distantes, quem sabe para distanciar-se de tudo e de todos. Criado num ambiente religioso, protegido dos excessos do pecado, privado de emoção e cor, criou um mundo colorido e emotivo como meio de transgressão.

Uma vida que colecionava infelicidades, zombarias e desafetos, buscava encontrar na arte o que não via na vida. Talvez o mais deprimido dos artistas, mas com uma produtividade incansável, como se estivesse sublimando na tela a infância não vivida e as emoções reprimidas. Ariscou a vida no trabalho da pintura, produziu como um louco mas sem perder a razão, indispensável ao ofício de pintor, “dedico-me a minhas telas com toda a minha mente”, escreveu para o irmão Theo. Acrescentou ao mundo a verdade da pintura. 

Tinha um único amigo, confidente, incentivador e responsável pelo seu sustento, com quem se correspondia e também tinha atritos, o irmão mais novo, Theo. Sem negar a rivalidade familiar, Theo era o filho que deu certo, tinha profissão, ajudava no sustento da família, tinha uma vida correta dentro do esperado nos padrões da classe média. Van Gogh era o contrário, com sua pintura ridicularizada pelos seus contemporâneos, desprovidos de informações para compreendê-las, sem aceitação no mercado. Quanta aflição. Somente mais de cinco anos depois de sua morte é que veio a ser reconhecido e celebrado. 

Queria pintar o que via, mas via o que pintava. Uma pintura de uma força irresistível, cor firme, céu agitado, uma forma particular de ver as coisas e a paisagem. Vida e obra se misturavam, o temperamento rebelde do artista, diagnosticado com várias enfermidades, - entre elas esquizofrenia, - desentendimentos, crises existenciais, a amizade tumultuada com Paul Gauguin, amputação da orelha, até a morte trágica, reavaliada no livro. Os autores descartam a hipótese, mais conhecida, de suicídio do pintor. Com um inventário de provas, acreditam em assassinato acidental. Com base em laudos médicos, que informam que a arma do crime foi disparada de certa distância do corpo, declaração do próprio artista que achava o suicídio “uma covardia moral” etc. Um crime misterioso, sem testemunha e sem o local exato do disparo, que até a arma desapareceu, mas não tão misterioso quanto a sua arte.

Suicídio ou assassinato? Longe de mim de tomar partido, não sou advogado nem perito criminal. As condições precárias em que viveu numa sociedade hostil contribuíram, sem dúvida, para o final brutal, por um ferimento de bala na parte superior do abdômen. Mas de uma coisa ninguém duvida, da fascinação e da certeza de sua pintura que muito acrescentou à história da arte. Uma obra inquestionável que ultrapassa os acidentes da vida. Quantos artistas na história viveram à margem do sistema social, com uma vida pouco digna e construíram uma obra que sensibiliza gerações.

O livro faz uma revelação importante, a meu ver, para o meio de arte, hoje em dia, recheado de qualquer coisa e sintomas culturais. Os autores mostram um Van Gogh com uma sólida formação cultural, leitor e freqüentador de museus, reflexivo, que planejava suas telas antes de realizá-las e as pintava na mais plena lucidez. “Chamam um pintor de louco se vê as coisas com olhos diferentes dos deles,” dizia nas suas correspondências para Theo. Sua pintura não era obra do acaso ou da loucura, cada gesto, cor e pincelada eram a manifestação de um pensamento. 

A problemática e a ambígua relação entre arte e loucura vem à tona. Um artista que passou temporadas internado num abismo moderno chamado hospício, nos últimos anos de sua vida, onde a liberdade humana é restrita, nos deixou uma experiência artística longe do estado de loucura. Através da arte Van Gogh escorregou da psicose, a sua pintura, se nasceu na angústia pessoal, a realidade foi transformada a partir da vontade consciente de um sujeito.

É quase impossível a compreensão da vida humana sem a presença da arte, a irracionalidade está presente na estrutura interna da obra de arte, nos adverte o filosofo alemão Heidegger. Até mesmo a pintura de uma visualidade racional, como a de um Mondrian, não deixa de ser um fenômeno irracional. A suposta loucura na arte de Van Gohg é perfeitamente reconhecida e apreendida em nosso mundo racional.

Se contemplamos nas suas telas paisagens, retratos, campos de trigo, girassóis, corvos, é um problema nosso. Ele fez apenas pintura e por isso nos inquieta até hoje e vai inquietar muitas gerações enquanto a arte existir. Se os autores dedicaram dez anos para escrever esta biografia é porque o seu personagem se entregou ao mundo para transformá-lo em pintura. Lembrei-me de Paul Valery. Van Gogh sabia o que estava pintando e para isso ele precisava não só de telas, tintas e pincéis; precisava também da razão e da imaginação.


Almandrade
(artista plástico, poeta e arquiteto)

a pintura e a vida de van gogh





A PINTURA E A VIDA DE VAN GOGH

Ai, ai, as pinturas mais belas são as que sonhamos deitados na cama,
fumando um cachimbo, mas nunca pintamos.”   
                                                                                 Van Gogh

Uma vida curta e conturbada para uma longa biografia de mais de mil páginas, Van Gogh, filho de pastor, depois de fracassar em tudo que tentou fazer, decidiu ser pintor. Um pintor também “fracassado”, ou melhor incompreendido pelo seu tempo, cuja obra imensa e invejável que construiu em sua rápida existência penosa e turbulenta, vem inquietando e provocando as gerações posteriores. O livro escrito por Steven Naifeh e Gregory White Smith, é uma das biografias mais extensas e completas de um artista que se tornou um mito da arte moderna. Do nascimento do pintor à sua morte aos trinta e sete anos, os autores vasculharam a vida de um navegante solitário, remando sempre contra a correnteza.

A biografia de um artista não explica, nem justifica sua obra, mas elas se comunicam, diria o filósofo francês Merleau-Ponty. Em se tratando de Van Gogh e sua vida difícil, com episódios trágicos, é possível ver uma relação estreita entre sua obra e o modo como viveu. Mesmo com todas as dificuldades não desistiu da ilusão de ser pintor. Desde a infância com um olhar desconfiado sobre o mundo, crises de raivas, caminhadas solitárias por lugares distantes, quem sabe para distanciar-se de tudo e de todos. Criado num ambiente religioso, protegido dos excessos do pecado, privado de emoção e cor, criou um mundo colorido e emotivo como meio de transgressão.

Uma vida que colecionava infelicidades, zombarias e desafetos, buscava encontrar na arte o que não via na vida. Talvez o mais deprimido dos artistas, mas com uma produtividade incansável, como se estivesse sublimando na tela a infância não vivida e as emoções reprimidas. Ariscou a vida no trabalho da pintura, produziu como um louco mas sem perder a razão, indispensável ao ofício de pintor, “dedico-me a minhas telas com toda a minha mente”, escreveu para o irmão Theo. Acrescentou ao mundo a verdade da pintura. 

Tinha um único amigo, confidente, incentivador e responsável pelo seu sustento, com quem se correspondia e também tinha atritos, o irmão mais novo, Theo. Sem negar a rivalidade familiar, Theo era o filho que deu certo, tinha profissão, ajudava no sustento da família, tinha uma vida correta dentro do esperado nos padrões da classe média. Van Gogh era o contrário, com sua pintura ridicularizada pelos seus contemporâneos, desprovidos de informações para compreendê-las, sem aceitação no mercado. Quanta aflição. Somente mais de cinco anos depois de sua morte é que veio a ser reconhecido e celebrado. 

Queria pintar o que via, mas via o que pintava. Uma pintura de uma força irresistível, cor firme, céu agitado, uma forma particular de ver as coisas e a paisagem. Vida e obra se misturavam, o temperamento rebelde do artista, diagnosticado com várias enfermidades, - entre elas esquizofrenia, - desentendimentos, crises existenciais, a amizade tumultuada com Paul Gauguin, amputação da orelha, até a morte trágica, reavaliada no livro. Os autores descartam a hipótese, mais conhecida, de suicídio do pintor. Com um inventário de provas, acreditam em assassinato acidental. Com base em laudos médicos, que informam que a arma do crime foi disparada de certa distância do corpo, declaração do próprio artista que achava o suicídio “uma covardia moral” etc. Um crime misterioso, sem testemunha e sem o local exato do disparo, que até a arma desapareceu, mas não tão misterioso quanto a sua arte.

Suicídio ou assassinato? Longe de mim de tomar partido, não sou advogado nem perito criminal. As condições precárias em que viveu numa sociedade hostil contribuíram, sem dúvida, para o final brutal, por um ferimento de bala na parte superior do abdômen. Mas de uma coisa ninguém duvida, da fascinação e da certeza de sua pintura que muito acrescentou à história da arte. Uma obra inquestionável que ultrapassa os acidentes da vida. Quantos artistas na história viveram à margem do sistema social, com uma vida pouco digna e construíram uma obra que sensibiliza gerações.

O livro faz uma revelação importante, a meu ver, para o meio de arte, hoje em dia, recheado de qualquer coisa e sintomas culturais. Os autores mostram um Van Gogh com uma sólida formação cultural, leitor e freqüentador de museus, reflexivo, que planejava suas telas antes de realizá-las e as pintava na mais plena lucidez. “Chamam um pintor de louco se vê as coisas com olhos diferentes dos deles,” dizia nas suas correspondências para Theo. Sua pintura não era obra do acaso ou da loucura, cada gesto, cor e pincelada eram a manifestação de um pensamento. 

A problemática e a ambígua relação entre arte e loucura vem à tona. Um artista que passou temporadas internado num abismo moderno chamado hospício, nos últimos anos de sua vida, onde a liberdade humana é restrita, nos deixou uma experiência artística longe do estado de loucura. Através da arte Van Gogh escorregou da psicose, a sua pintura, se nasceu na angústia pessoal, a realidade foi transformada a partir da vontade consciente de um sujeito.

É quase impossível a compreensão da vida humana sem a presença da arte, a irracionalidade está presente na estrutura interna da obra de arte, nos adverte o filosofo alemão Heidegger. Até mesmo a pintura de uma visualidade racional, como a de um Mondrian, não deixa de ser um fenômeno irracional. A suposta loucura na arte de Van Gohg é perfeitamente reconhecida e apreendida em nosso mundo racional.

Se contemplamos nas suas telas paisagens, retratos, campos de trigo, girassóis, corvos, é um problema nosso. Ele fez apenas pintura e por isso nos inquieta até hoje e vai inquietar muitas gerações enquanto a arte existir. Se os autores dedicaram dez anos para escrever esta biografia é porque o seu personagem se entregou ao mundo para transformá-lo em pintura. Lembrei-me de Paul Valery. Van Gogh sabia o que estava pintando e para isso ele precisava não só de telas, tintas e pincéis; precisava também da razão e da imaginação.


Almandrade
(artista plástico, poeta e arquiteto)

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Plástica íntima: uma transformação na vida sexual

Para elas, intimidade e autoestima caminham juntas, pois uma completa a outra. A modernidade, aliada a um bom trabalho profissional, pode proporcionar bem-estar

Dr.Moacyr_007.jpg
Responda sem titubear: qual o formato e tamanho dos seus órgãos genitais? Esse questionamento, se feito para os homens, pode até vir a causar algum tipo de timidez ou constrangimento. Já para as mulheres, parte da anatomia normalmente fica escondida pela calcinha ou pelo biquíni, mas ganha cada vez mais atenção nas mesas de cirurgia. Seja para corresponder às expectativas do parceiro na cama, ou para poder usar uma roupa justa sem se sentir desconfortável, muitas mulheres estão recorrendo à cirurgia plástica íntima para remodelar ou corrigir imperfeições na região pubiana, como explica o ginecologista Dr. Moacyr Seródio.

 "A cirurgia íntima é a correção das imperfeições e inesteticismo da vulva, que são apontados pela paciente. Este procedimento, que traz uma melhor aparência e saúde, tem a capacidade de influenciar diretamente na autoestima da mulher", explica o médico, ressaltando os tipos de cirurgia mais comuns. "A bioplastia dos grandes lábios, em que é feito o preenchimento subcutâneo, com substâncias não absorvidas pelo organismo, é uma das mais realizadas. Na vulva, por exemplo, usamos com mais frequencia metacrilatos", ressalta.

O preenchimento, ainda de acordo com o Dr. Moacyr, é um tipo de cirurgia que serve para corrigir e aumentar o volume dos grandes lábios que, com o passar do tempo, é comum apresentarem perda de gordura, colagem e flacidez do tecido. "As mulheres, de um modo geral, tendem a oscilar entre engordar e emagrecer. Isso pode tornar a pele mais flácida. Outra importante finalidade que o preenchimento tem é em relação às cicatrizes do parto. Ele ameniza a marca, tornando a mulher mais segura e com a autoestima elevada", relata.

Além do preenchimento, a Plástica dos Pequenos Lábios, a Himenoplastia e o Peeling destacam-se como outros procedimentos mais requisitados pelo universo feminino. "A Plástica dos Pequenos Lábios corrige a hipertrofia ou simetria dos mesmos. A himenoplastia consiste na reconstrução do hímen, após o rompimento parcial ou completo depois da primeira atividade sexual. Já o peeling na vulva e na parte interna da coxa atenua cicatrizes, rugas, manchas, rejuvenescem a pele desvitalizada e desidratada", esclarece o ginecologista.

Não restam dúvidas, portanto, de que cada vez mais as mulheres estão prestando atenção nessa parte do corpo. E, após os 25 anos de idade, qualquer mulher com o acompanhamento de um profissional qualificado, pode realizá-los, observando as seguintes contra indicações. "Antes de serem submetidas aos procedimentos abordados, as pacientes têm que passar por uma avaliação com um ginecologista para saber se são portadoras de algum tipo de doença autoimune e serem avaliadas quanto ao uso de algumas medicações. Cabe ressaltar que são técnicas seguras, de fácil reabilitação, que normalmente não afastam as pacientes da sua rotina profissional, nem, social", finaliza.



Redação
maniadesaude@jornalmaniadesaude.com.br

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

MORTE E VIDA SEVERINA



Estréia em 28 de setembro.

Apresentações às quintas, sextas, sábados às 20:30 h
Domingos às 19 h

ATÉ 11 DE DEZEMBRO

Ingressos: Quintas e sextas: R$15,00 a meia e R$30,00 a inteira.
Sábados e domingos: R$ 20,00 a meia e R$40,00 a inteira.

Adquira seu ingresso com antecedência na bilheteria do teatro
São apenas 173 poltronas numeradas

Horário de Funcionamento: de segunda a sexta de 14 h em diante
Aos sábados e domingos a partir de 16 h.

Abraços
Pedro Paulo Cava e Ana Gusmão

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Um novo contorno para a sua vida



Dr._Fabricio.jpgInstitutos de pesquisas são unânimes em demonstrar as preferências dos brasileiros em seu dia a dia. No ramo da cirurgia plástica, houve, recentemente, a constatação de que o implante de prótese de silicone nos seios é o procedimento mais procurado no país, correspondendo a 21% das cirurgias plásticas. Sua popularidade, no entanto, criou estereótipos que não necessariamente correspondem à realidade, como são os casos das mulheres-frutas, que exibem formas exageradamente volumosas e atraem público para esse tipo de estética corporal. Implante de prótese de silicone, como todo procedimento, porém, é coisa séria, e é preciso ser tratado com responsabilidade.

De acordo com o cirurgião plástico Dr. Fabrício Massote, a prótese de silicone mamária é, de fato, uma das mais feitas em todo o mundo. Mas é preciso conscientização. "O implante de silicone está em alta por vários fatores. Um deles é o período de inverno, que dá mais tempo ao pós-operatório. O avanço científico também é importante, pois há várias próteses seguras e confiáveis no mercado. Inclusive, existem equipes científicas realizando constantes análises dos materiais. Isso sem falar no fato de já ter sido comprovado que não há nenhuma associação entre o silicone e o câncer de mama. Ou seja, o implante está em alta e é totalmente seguro, mas é um tema que precisa ser mais bem discutido", pontua Dr. Fabrício. 

"O importante é que as mulheres conversem com o cirurgião plástico antes de darem vazão as suas vontades. Isso, porque há uma ideia muito errada sobre silicone, com essas mulheres-frutas expostas pela mídia, que valorizam o excesso das formas. Mas as próteses devem obedecer o contorno corporal. Há pacientes que querem um glúteo maior, por exemplo, mas não sabem que, se perderem gordura, conseguem atingir essa meta", explicou.

Dr. Fabrício diz que não há contraindicação para implantes de silicone, principalmente pelo fato de eles não afetarem a lactação. Todavia, no caso das mais jovens, que são um público crescente nos consultórios, há necessidade de atenção. "Como disse, não há contraindicação, mas, no caso das jovens, é preciso esperar o corpo ganhar o seu contorno, pois elas estão em fase de crescimento. Colocar um implante assim pode fazer com que, lá na frente, a prótese se sobressaia indevidamente", alertou. "Na faixa dos 17/18 anos, já dá para se pensar na colocação de silicone", disse.

Tendo a consciência do contorno corporal, segundo Dr. Fabrício, o primeiro passo já está dado. "Aí o profissional fará a melhor indicação. E hoje a cirurgia é muito confiável, pois os avanços são grandes, desde o uso de materiais avançados até próteses com revestimentos mais adequados. As procuras por implantes de glúteo e panturrilha também estão muito grandes. Em suma, o silicone está em alta. Mas é preciso tratá-lo com coerência. O apoio do profissional é primordial nesse processo", finalizou.



Redação
maniadesaude@jornalmaniadesaude.com.br