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sábado, 19 de novembro de 2011

conexões urbanas



Hoje mais uma edição do projeto Conexões Urbanas no Colégio Estadual Paulo Barroso, uma realização do Sesc Ri0 com execução do Sesc  Campos, com Oficinas de Skate, Graffiti, Street Dance, Street Ball e Cine Vídeo. Conexões Urbanas tem coordenação de Heloisa Landin e produção de Nelson Martins.

Com os professores: Jorginho(basquete), Luciano Paes(skate), Tim Carvalho(dança), Jhony Nunes(graffiti) e Artur Gomes(cine vídeo). 

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

carlos drummond de andrade


Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram. 
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

 Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

 Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança. 
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

Carlos Drummond de Andrade
A única coisa que o poeta não suportou foi a morte de sua filha, doze dias depois ele se foi em...17/08/1987

terça-feira, 12 de julho de 2011

Para revolucionar a fisioterapia







Técnica inovadora em diversos países desenvolvidos, a TheraSuit é um novo conceito em fisioterapia e chega a Campos através da especialização das Dras. Kelly Cristina e Paula Christina

Pessoas especiais merecem tratamentos especiais. No interior do Estado do Rio de Janeiro, essa filosofia vem sendo posta em prática por meio do trabalho de duas profissionais fisioterapeutas: a Dra. Kelly Cristina Rangel da Silva e a Dra. Paula Christina Mota Carneiro Manhães. Juntas, elas trouxeram para Campos dos Goytacazes um método fisioterapêutico desenvolvido em Michigan, nos Estados Unidos (que no Brasil só é encontrado nas cidades de São Paulo e Campinas), cujo principal benefício é agregar atividades para obter resultados em menos tempo no tratamento de crianças, adultos e idosos que possuam algum tipo de deficiência física ou cerebral.

Desde abril deste ano, elas implantaram, em Campos, o método TheraSuit, um avanço que começou a partir de uma descoberta da NASA. "Essa avançada e exclusiva técnica foi baseada numa veste criada por pesquisadores russos para contrapor efeitos negativos vividos pelos astronautas (atrofia muscular, osteoporose), devido à falta de ação da gravidade em suas viagens. O progresso das evidências científicas, associado às melhoras do paciente, faz deste método o preferido nos EUA para tratar pessoas com desordem neuromuscular, ou seja, que necessitam de repetições intensas de exercícios para aprender e adquirir uma habilidade motora", explicam as profissionais. Elas ressaltam que Campos é a primeira cidade do interior do Estado a ter essa técnica. "É um novo conceito.


Através do TheraSuit, pacientes das regiões Norte, Noroeste e Lagos terão a oportunidade de obter resultados surpreendentes", ressaltam.

Com uma duração que varia de 3 a 4 semanas, aproximadamente, e sessões diárias de três horas, o treinamento do paciente com o recurso TheraSuit potencializa o ganho de força, funcionalidade, endurance, coordenação e equilíbrio, como explicam as fisioterapeutas. "O roteiro do tratamento abrange o aquecimento da musculatura e massagem profunda, a redução da hipertonia (em caso de pacientes hipertônicos) e técnicas de integração sensorial, inibição de movimentos patológicos, entre outros itens de extrema relevância para a reabilitação física", ressaltam.

A veste Therasuit, segundo as especialistas, é uma órtese dinâmica, constituída de cordas elásticas específicas e antialérgicas, ajustada de acordo com a necessidade do paciente. "Ela auxilia emitindo informações contínuas dos proprioceptores do alinhamento correto. "Com o auxilio da veste, o tronco ganha maior estabilidade e coordenação das extremidades. Os exercícios são realizados numa gaiola específica, com polias e pesos, na qual se consegue realizar movimentos sem ação da gravidade e fortalecer músculos específicos", acrescentam.

Localizada à Rua Rodrigues Peixoto, 17 – Parque Tamandaré (atrás do Liceu de Humanidade de Campos LHC), a Intensive TheraSuit – Centro de Fisioterapia Intensiva disponibiliza o telefone (22) 3052-4538 para informações complementares.


Redação

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Uma conquista cantada há 20 anos

Ao longo dos últimos meses, o Mania de Saúde vem percebendo uma mudança de postura, por parte da população em geral, quanto ao hábito da automedicação. Depois de entrar em vigor a determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que só permite a venda de antibióticos com a apresentação de receita médica em duas vias, sendo uma delas de propriedade da farmácia, o combate à automedicação ficou ainda mais reforçado, relembrando uma campanha histórica do Mania de Saúde desde sua criação, há 20 anos, quando começou a alertar toda a região sobre os perigos dessa prática.

Como bem sabe o nosso público leitor, não foram poucas as matérias que abordaram os riscos desse hábito que tanto preocupa a saúde brasileira e que, agora, pode realmente se modificar, diante da vigilância dos órgãos competentes. Os benefícios, por sua vez, são inúmeros: ganha a sociedade, que vê reduzida a incidência de problemas de saúde, e ganham os médicos, que veem seu trabalho valorizado e suas preocupações com as doenças sendo levadas a sério.

Na opinião da Dra. Angela Regina Rodrigues Vieira, presidente da Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia (SFMC), o que de fato é relevante, em todo esse processo, é o combate definitivo à automedicação, cuja realidade já era preocupante para a saúde pública. "Todo esse rigor com as receitas é muito importante e valoriza o trabalho do médico, sim. Mas o que realmente importa é acabar com esse uso indiscriminado de medicamentos, como os antibióticos, por exemplo, porque, se tomados sem orientação médica, podem levar a infecções e problemas mais graves", alerta Dra. Angela.

Dentro desse contexto, segundo ela, torna-se importante, também, uma maior vigilância por parte da própria sociedade, para que ela absorva a importância de medidas como as da Vigilância Sanitária. "Sou totalmente favorável a um cuidado maior com esse uso indiscriminado. O cidadão não pode chegar à farmácia e levar o que quiser. Com o aumento desse rigor, quem sai ganhando não são apenas os médicos, mas toda a sociedade e a saúde pública. Espero que a sociedade entenda isso de uma vez por todas", opina.


Redação
maniadesaude@jornalmaniadesaude.com.br

sexta-feira, 25 de março de 2011

Exaustão profissional

Riad Younes na CartaCapital


Trabalhar demais pode matar. Ou pelo menos, causar alterações no funcionamento normal do corpo a ponto de atingir a exaustão. Síndrome cada vez mais comum nos tempos modernos atinge mais de 10% dos profissionais no mundo desenvolvido, segundo estimativas. Os sintomas variam muito, desde leves sinais de ansiedade no trabalho, até a exaustão extrema e a imobilidade. Os distúrbios descritos resultam de mudanças significativas no funcionamento do metabolismo, associadas a desequilíbrio hormonal. Um dos hormônios mais ligados ao estresse é o cortisol, a “cortisona” natural do corpo humano.

Esse hormônio é produzido por glândulas localizadas em cima dos rins, uma de cada lado. Quando levamos um susto, ou nos sentimos ameaçados ou estressados, essas glândulas secretam na corrente sanguínea altas doses de cortisol. Entre outras funções, prepara o corpo para a luta e fornece altas concentrações da fonte imediata de energia para os músculos, a glicose. Também ajuda a regular nosso metabolismo básico e nosso ritmo diário.

Cientistas demonstraram, anos atrás, que a concentração de cortisol no sangue aumenta drasticamente sob situações de estresse agudo. Por outro lado, em pessoas com estresse contínuo, elevado e crônico, as concentrações de cortisol baixam a níveis assustadoramente reduzidos. É a exaustão do sistema hormonal do estresse. Pesquisadores do Centro de Estudos do Estresse, da Universidade de Montreal, no Canadá, avaliaram a possibilidade de se utilizar testes simples para detectar o estado de estresse crônico e exaustão. Avaliaram, em estudo inicial, 30 voluntários quanto à concentração de diversos hormônios, incluindo a insulina e o cortisol. Correlacionaram a concentração medida no sangue e na saliva, com o nível de estresse crônico e de trabalho intensivo.

Os pesquisadores demonstraram que existe um paralelo entre a baixa concentração de cortisol e a exaustão. Quando foram observar o modo como pessoas com sintomas semelhantes eram rotineiramente tratados pelos médicos, descobriram que a maioria recebia medicamentos antidepressivos. Paradoxalmente, essa classe de remédios caracteristicamente reduz os níveis de cortisol.

Os cientistas sugerem ainda que novos estudos tentem determinar critérios laboratoriais claros que separem pacientes com depressão, daqueles com estresse crônico e exaustão profissional. O diagnóstico preciso pode ser muito difícil. Afinal, apesar dos sintomas serem muito semelhantes, os tratamentos são bem diferentes. E por vezes antagônicos.
Enganando o câncer

O tratamento de pacientes com câncer tem mudado de forma tão profunda, nos anos recentes, que os cientistas apresentam modos diversos de combatê-lo, e muitas vezes geniais. A mais recente descoberta de cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de Wayne, liderados por K. Rosner, é um desses exemplos. Basicamente, eles construíram uma molécula que se assemelha a uma enzima natural, proteína presente nas células, mas sutilmente modificada para enganar as células cancerosas. Elas começam a se suicidar. Escolheram, como modelo, um dos cânceres mais agressivos e mais resistentes a tratamentos quimioterápicos do corpo humano: o melanoma.

Os pesquisadores modificaram geneticamente a enzima DNAse1. Essa proteína é um potente destruidor do código genético celular. Quando introduzida na célula tumoral, essa enzima modificada resiste à destruição natural, e continua agindo dentro do núcleo da célula, levando progressivamente à digestão e à fragmentação do DNA. Os cientistas esperam, ao enganar as células tumorais e induzi-las a produzir essa enzima letal, simplesmente sentar e esperar que o tumor se suicide. Lentamente. Sem necessidade de quimioterapia ou radioterapia. Genial.