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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

poética plural


Poética Plural
SagaraNAgem Dois Ponto Quatro

quem quiser me usar me use
na escrita na gramática no poema
faço poesia como quem dá no cinema
substantivos foram criados
para ser usados
com ou sem os seus significados
códigos códices signos não tem dono
quando acordo já perdi o sono
e quem sabe inventar inventa
e aí é gol de placa gol de letra
não tenho treta em ser lamb(usado)
nem fico triste se aumentar a fama
de começar no papel e terminar na cama

Artur Gomes




Jura Secreta 127

naquele dia
em que não me deu tua carne
pra matar a minha fome

comi as pedras do caminho

e te xinguei daquele nome





Jura Secreta 128

Clara como a Ana que ainda não conheço
me ofereço da forma que ela então quiser
não sei ainda o que fazer 

com esta escrita
mas tudo que vem dela então bendita
me leva ao infinito como um grito
que em silêncio escrevo pro teu nome
e então me calo até o dia que vier

Artur Gomes 

domingo, 24 de março de 2013

poética fulinaímica





Poética Fulinaímica



da pedra da Gávea
ela pulou pra a PUC
onde Sarte andou dizendo
:
Bovoir é o que queremos

Stella ainda passeia
direto na veia
no vício de amor não saciado
naquele encontro marcado
em tudo que não fizemos

ainda que fosse viagem
de metrô ou fantasia
e o assunto que eu mais queria
fosse o que não dissesse
e o mar apenas trouxesse
gaivotas sobre os cabelos
vento sol maresia
e o líquido que não bebemos
fosse conhac ou cerveja

mesmo assim que a vida seja
o que entre os pelos lateja
o que a tua língua não prova
o que a tua boca não fala
e a prova das dezessete te levasse mais cedo
mesmo assim não tenha medo
palavra entre os meus dedos
é o que aina não disse
miragem essa coisa nova
agora re-visitada
naquela hora marcada
do enconto que não tivemos


artur gomes