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quarta-feira, 7 de agosto de 2013

fulinaíma cine vídeo poesia


black billy

ela tinha um jeito gal
fatal – vapor barato
toda vez que me trepava as unhas
como gato
cantar era seu dom
chegava a dominar a voz
feito cigarra – cigana ébria
vomitando doses do seu canto

uma vó vez subiu ao palco
estrela no hotel das prateleiras
companheira de ratos
na pele de insetos
praticando a luz incerta
no auge do apogeu

a morte não é muito mais
que um plug elétrico
um grito de guitarra uma centelha
logo assim que ela começa
algo se espelha
na carne inicial de quem morreu




artur gomes gumes
In CarNAvalha Gumes – collagens 

– PORTIFÓLIO – 1995

Gravada no CD fulinaíma sax blues poesia - 2002


La Vie En Bleu
http://www.youtube.com/watch?v=O7i9KfQnCk0&feature=c4-overview&list=UU3d8xoVqrdTDFZ2dKIfRanQ
www.carnavalhagumes.blogspot.com






Goitacá Boy



ando por são paulo meio araraquara

a pele índia do meu corpo
em sua carne clara

juntei meu goitacá seu guarani
tupy or not tupy
não foi a língua que ouvi
na sua boca caiçara

para falar para lamber para lembrar
de sua língua
arco íris litoral como colar de uiara
é que eu choro como a chuva curuminha
mineral da mais profunda lágrima
que mãe chorara

para roçar para cumer para tocar
na sua pele urucum de carne osso
minha língua tara
sonha lamber do seu almoço
e ainda como um doido curuminha
a lamber o chão da Guanabara




Artur Gomes/ Naiman
http://www.youtube.com/watch?v=6jyd3OkwMUI






SampleAndo 


o poema pode ser um beijo em tua boca
carne de maçã em maio
um tiro oculto sob o céu aberto
estrelas de neon em vênus
refletindo pregos no meu peito em cruz

na paulista consolação na água branca barra funda
metal de prata desta lua que me inunda
num beijo sujo como a estação da luz

nos vídeosfilmes de TV
eu quero um clipe
nos teus seios quentes
uma cilada em tuas coxas japa
como uma flecha em tuas costas índia
ninja, gueixa eu quero a rota teu país ou mapa

teu território devastar inteiro
como uma vela ao mar de fevereiro
molhar teu cio e me esquecer na lapa



Artur Gomes - SampleAndo

quarta-feira, 15 de maio de 2013

oficina de produção e edição de vídeo

fulinaimagem oficina cine vídeo


Dia 18 maio - 2013 das 8 às 12h
Local: Espaço da Ciência - Balneário de Atafona
Projeto de Pesquisa/FAPERJ
Juventude e Desenvolvimento no Norte Fluminense: um estudo sobre os impactos do empreendimento do Porto do Açu
Projeto de Extensão/ UENF
Do ponto de vista dos jovens: a cidadania e o modo de vida em São João da Barra e Programa Jovem Cientista do Nosso Estado/FAPERJ
Coordenação: Drª Wania Mesquita
Direção da Oficina- Artur Gomes

terça-feira, 26 de março de 2013

oficina de produção de vídeo





Oficina de Produção de Vídeo

Um olhar jovem sobre as perspectivas de vida em
São João da Barra, a partir da construção do Porto
do Açu.  Projeto de um grupo de pesquisadores do CCH - UENF
Tendo como orientadora Drª Wania Mesquita
De 5 a 7 de Abril de 2013
Direção da Oficina: Artur Gomes



Pontal  Foto Grafia

Aqui, 
redes em pânico 
pescam esqueletos no mar 
esquadras - descobrimento 
espinhas de peixe convento 
cabrálias esperas 
relento 
escamas secas no prato 
e um cheiro podre no 
AR 

caranguejos explodem mangues em pólvora 
Ovo de Colombo quebrado 
areia branca inferno livre 
Rimbaud - África virgem 
carne na cruz dos escombros 
trapos balançam varais 
telhados bóiam nas ondas 
tijolos afundando náufragos 
último suspiro da bomba 
na boca incerta da barra 
esgoto fétido do mundo 
grafando lentes na marra 
imagens daqui saqueadas 
Jerusalém pagã visitada 
Atafona.Pontal.Grussaí 

as crianças são testemunhas: 
Jesus Cristo não passou por aqui 

Miles Davis fisgou na agulha 
Oscar no foco de palha 
cobra de vidro sangue na fagulha 
carne de peixe maracangalha 
que mar eu bebo na telha 
que a minha língua não tralha? 
penúltima dose de pólvora 
palmeira subindo a maralha 
punhal trincheira na trilha 
cortando o pano a navalha 
fatal daqui Pernambuco 
Atafona.Pontal.Grussaí 

as crianças são testemunhas: 
Mallarmè passou por aqui. 

bebo teu fato em fogo 
punhal na ova do bar 
palhoças ao sol fevereiro 
aluga-se teu brejo no mar 
o preço nem Deus nem sabre 
sementes de bagre no porto 
a porca no sujo quintal 
plástico de lixo nos mangues 
que mar eu bebo afinal? 


Artur Gomes